segunda-feira, 21 de abril de 2014

Feliz Páscoa, Família Gianellina!

Páscoa de perguntas... 
Perguntas de Páscoa...














“Por que choras?... A quem procuras?” (cf. Jo 20,15a).
“Por que vocês procuram entre os mortos 
Aquele que está vivo?” (Lc 24,5)

ALELUIA!
Neste tempo de graça e luz, podemos responder a nós mesmos:
Nesta Páscoa, você está feliz?... Fez alguém feliz?...
Em que esta Páscoa foi melhor do que tantas outras páscoas?
Das orações que você fez, dos textos da Palavra de Deus que você leu e ouviu, das cerimônias religiosas das quais participou, das mensagens pascais recebidas e enviadas, o que ficou no seu coração, como semente de ressurreição a se tornar vida no seu quotidiano?
Se você não se envolveu muito nas celebrações quaresmais e pascais, o que de bom você fez ou lhe aconteceu que imprimiu em seu caminho um “sabor de ressurreição”?
Na Semana Santa deste ano, você identificou “bernardos” e “bernardas” ao seu redor? Fez algum gesto pascal em favor dessas pessoas?
O Fogo Novo, aceso na Vigília Pascal, reacendeu alguma coisa boa em seu interior? Esse Fogo pode ter sido aceso numa panela, dentro de um carrinho de mão... ou em outro lugar que a comunidade preparou. Nele foi aceso o CÍRIO PASCAL. Importa que o brilho da Ressurreição encontre espaço em nossa vida e transpareça em nosso rosto e em nossos atos! Importa partilhar esse Fogo pascal que, ao dividir-se, não perde o seu fulgor (cfr. Celebração da Vigília Pascal).
O que o Ressuscitado está ressuscitando em seu coração, na sua mente, no seu jeito de pensar, conviver e agir?
A celebração de mais uma Páscoa faz alguma diferença na sua vida? E, pela fé no Ressuscitado, você faz a diferença na vida de outras pessoas?
Chega até nós, hoje, a Pergunta Pascal: “Por que vocês procuram entre os mortos Aquele que está vivo?” (Lc 24,5)
E uma certeza de fé nos reanima: “Não está no túmulo. Ressuscitou!”
Então, se Jesus ressuscitou e está vivo, podemos crer e anunciar que ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS!
Se cremos que ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, temos tudo para continuar seguindo-o num caminho de discipulado missionário, anunciando a Boa Nova na “galiléia” da nossa comunidade, no local de trabalho, no nosso quotidiano! (cfr. Mt 28,10; Mc 16,7)
Feliz PÁSCOA para você e os seus, “RESPIRANDO O ALELUIA”, como desejava Santo Antônio Gianelli!
Feliz TEMPO PASCAL com muitas RESPOSTAS PASCAIS a tantas PERGUNTAS que a vida faz! ALELUIA!
Neiva Moresco, fmh









terça-feira, 8 de abril de 2014

Em DOM PEDRITO - RS - BRASIL, 
uma Comunidade de Irmãs do Horto é visitada...
Está em festa a Escola que completa 106 anos...






A Madre Terezinha, com sua presença e suas oportunas palavras, deixa um convite desafiador à Família Gianellina: 
"Com alegria, façamo-nos todas a todos!" 
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Segue a Mensagem de Acolhida e Agradecimento
feita pela Sra. Zairy Vian à Madre Terezinha

Um belo reencontro de colegas de escola!

       Dedicamos, com muita alegria, nossa homenagem de carinho por sua amável presença, trazendo as bênçãos de Nossa Senhora do Horto a nossa Escola, pioneira Obra Gianellina no Brasil.
       A sua caminhada peregrina tem a grandeza da liberdade e da justiça que alicerçadas na Caridade Evangélica Vigilante tornam a realidade enriquecida pelos dons da fraternidade na semeadura da partilha solidária.
           E o Encontro de hoje, iluminado pela sua presença mensageira ficará em uma lembrança como o dia em que a Missionária Gianellina transpôs fronteiras, palmilhou espaços, dedicou tempo e sabedoria, para chegar à Capital da Paz, capital dourada nos arrozais do Sol de outono, e imponente no verde-esmeraldino do Ponche Verde e  trazer a sonhada liberdade que sustenta a vida e a força de uma Obra que atravessa o tempo e as idades para ser referência imortal dos Princípios Gianellinos a sustentar as transformações com as cores da realidade.
            Horto, 4ª série Ginasial. Nós tivemos o privilégio de estudar em sua turma.
            Madre Terezinha, menina meiga, educada, muito estudiosa.
            Quantas experiências nesse tempo no Horto!
       Os sonhos adolescentes povoavam nosso imaginário e a sua formação para a vida consagrada encontrou sábios exemplos de religiosidade.
      Sua personalidade marcante cativa, conquista, alegra, incentiva, lidera baseada na partilha, na valorização da pessoa, na confiança  em  suas coirmãs do Horto que, no cotidiano desafiador, são presenças gianellina na doação, no serviço, na evangelização.
          E neste cenário de espiritualidade e cultura, somos leigos gianellinos e, junto às Irmãs, buscamos ser fermento na construção do saber e, principalmente na vivência dos valores consistentes na trilha mágica de rastros do infinito.
    Com nosso carinho e reconhecimento,  receba, Madre Terezinha, o mais caloroso agradecimento, pedindo as bênçãos do Deus da Vida para a Missão e sua Obra.
        E em todos os lugares do mundo do Senhor, a presença Gianellina seja esplendor de Luz a iluminar a Caridade Evangélica Vigilante.
             E Deus seja louvado!

(Dessa Mensagem saíram algumas frases que acompanham as fotos postadas)



terça-feira, 1 de abril de 2014

A Família Gianellina em Santa Teresa - RS - Brasil

recebe a visita da Madre Geral, 

Irmã Terezinha Maria Petry,

aprofunda, partilha e festeja a caminhada


Frases extraídas de um sermão de S. Antônio Gianelli sobre S. José

José foi o pai adotivo de Jesus; isto significa que teve autoridade sobre o Verbo, sobre o Filho de Deus feito homem: estava submetido a ele! José aparece como quem participa da ação de Deus, não é simplesmente um servo. Deus, que escolhe as realidades mais humildes para confundir os soberbos e os grandes da terra, escolheu José para realizar seu projeto.
Mas ele atuou o projeto de Deus na maior pobreza e humildade. Abraça a vontade divina em situações difíceis e, quanto mais é elevado em grandeza, mais cresce a sua humildade: Belém, Egito, Nazaré...
São Tomás diz que, quando Deus escolhe uma pessoa para cumprir uma obra particular, doa  graças abundantes para que possa realizá-la.
O Evangelho define José homem justo! Se isto foi dito sobre ele quando ainda não era esposo de Maria e não conhecia o grande mistério que nela se realizava e não tinha ainda encontrado Jesus, o que se pode dizer depois que viveu com eles tantos anos?
Já acenamos à grande humildade de José. Pensemos agora qual era a sua , o que representou ser guia de Maria e pai de Jesus: as pessoas mais queridas à terra e ao céu confiadas aos seus cuidados. Defender de Herodes Aquele que viera para salvar todos os homens! Nestes eventos a sua fé não vacila, torna-se mais forte, capaz de superar todos os obstáculos. E isto significa ser justo, segundo a Sagrada Escritura: O meu justo vive de fé.  Portanto não nos deve maravilhar sua doçura, sua mansidão, sua capacidade de aceitar o sofrimento e sua disponibilidade em realizar a vontade de Deus, sua aceitação de tudo com coração aberto e generoso. O justo que vive de fé é forte. Assim Maria e Jesus se sentem defendidos, protegidos, cuidados.
Imaginem como teria sido a sua caridade. Ele esteve sempre perto de Jesus do qual foi dito que era o fogo divino vindo à terra, que podia com um olhar transformar os pecadores em apóstolos. Qual seria o seu amor ao apertar o pequeno Jesus nos braços... quanta ternura estaria no seu coração! Qual terá sido a sua alegria por ter Jesus e Maria presentes em sua morte!?
O seu patrocínio no céu deve ser realmente grande. Que lhe pode negar Jesus? Que lhe pode negar Maria? Felizes os que gozam de sua proteção, os que a ele recorrem em suas necessidades; felizes os que são seus devotos: ele estará ao seu lado, sobretudo na morte.
Portanto, elevai a S. José vosso olhar em todos os momentos e circunstâncias da vida e na hora da morte.
S. José, tu serás nosso intercessor com Maria e Jesus, porque todos aqueles que te invocam receberão todas as graças que precisam na vida e a tua proteção na morte.
Tarefa: escolher uma virtude de S. José, evidenciada por Gianelli, para procurar vivenciá-la.
              Como?
Santa Teresa, 19 de março de 2014
Irmã Terezinha Petry e a Família Gianellina


terça-feira, 25 de março de 2014

sexta-feira, 21 de março de 2014

Dia 21 gianellino 
quaresmal-pascal!


 Bendito seja Deus que nos concede a graça de viver 
DIAS QUARESMAIS com MATIZES PASCAIS.

 A Família Gianellina está vivendo um tempo quaresmal quase pascal: a Madre Geral do Instituto das Filhas de Maria Santíssima do Horto, Irmã Terezinha Maria Petry, está em visita oficial às Comunidades e a todas as Irmãs do Horto no Brasil.
Ela é brasileira e, há muitos anos, presta serviço missionário na Itália, sempre desempenhando funções de liderança na animação das pessoas na Vida Religiosa Gianellina. 
Chegou ao Brasil no dia 24 de fevereiro e aqui permanecerá até o dia 18 de abril 2014.

Pode-se dizer que estamos vivendo este tempo litúrgico chamado Quaresma com sabor de Páscoa!
É Quaresma, sim, porque, com sua Visita, nossa Madre Geral nos faz propostas de crescimento na qualidade de vida, na fidelidade aos compromissos assumidos, na melhoria das relações e ações, na abertura de horizontes pessoais e comunitários. E isso é uma “penitência quaresmal”.
Mas, também se alegra com nossas alegrias, congratula-se com tanto bem que é realizado em favor da vida, escuta com gosto as narrativas da nossa caminhada religiosa gianellina, reza e medita a Palavra e compartilha conosco bons momentos de festa e descontração. E isso é uma “experiência pascal”.
Cada contato pessoal, cada reunião de comunidade, o encontro com grupos gianellinos faz acontecer a “ressurreição” na vida das pessoas: são sementes de uma nova vida ultrapassando os limites dos canteiros e crescendo floridas nos caminhos e até nas brechas entre as pedras... 
Quem disse que não se pode fazer da vida uma abençoada mescla de experiências quaresmais e pascais?... O Mistério Pascal pode ser uma “reserva de ressurreição” que imprime sentido novo a cada circunstância do nosso quotidiano.

Bendito seja Deus  que nos concede a graça de viver 
DIAS QUARESMAIS com MATIZES PASCAIS.


Abraços quaresmais e votos de bênçãos pascais!
Neiva Moresco, fmh


quarta-feira, 12 de março de 2014

Notícia Pascal

Festa no Lar de Idosos e Idosas!


 Era uma vez uma Casa... e esta Casa foi residência de Irmãs do Horto e Jovens em busca de luz no seu caminho vocacional. Atualmente, é uma Casa transformada em Lar para pessoas idosas da Comunidade de Firminópolis/Goiás: o Lar Bom Samaritano.

Conforme notícia do Sr. Célio Paulo de Araujo, da equipe de administração da obra, num recente evento, foi feito um relato sobre a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto, frisando a Caridade que vem fazendo para a Comunidade, cedendo o prédio para que se possa realizar um trabalho digno para anciãos e anciãs.
Um fato notável, que merece divulgação e reconhecimento, é que a comunidade firminopolina está começando a colaborar com esse Lar. Para a coordenação da Casa, é uma grande bênção de Deus, pois passava por dificuldades financeiras. Mas, como se diz, “tudo tem seu tempo”, e o tempo está chegando, pela misericórdia Divina.  
É uma boa notícia no Tempo quaresmal, em que todos somos convidados a fazer gestos concretos de “oração, esmola e jejum”. Com certeza, as pessoas que estão colaborando com o “Lar Bom Samaritano” estão fazendo “jejum”, isto é, privando-se de alguma coisa para ser solidárias com quem mais necessita; estão fazendo práticas de “esmola”, quer dizer, oferecendo um pouco de seu tempo e de seus bens em favor do próximo. Por essas pessoas amigas dos anciãos, elevamos a Deus uma “oração”, pedindo que sejam abençoadas e continuem fortes na fé, animadas na esperança e praticantes da “Caridade Evangélica Vigilante: um Amor que se fundamenta no Evangelho e dá atenção às pessoas necessitadas.
Bendizemos a Deus porque fazer gestos de solidariedade no Tempo de Quaresma é uma boa preparação para a Festa da Páscoa: a solidariedade de “bons samaritanos” da comunidade “ressuscita” a alegria nos corações!
Gentileza gera gentileza”, dizia o poeta-profeta José Datrino. Pode-se dizer que solidariedade gera solidariedade. E é pela solidariedade    que a “ressurreição” acontece no quotidiano. É pela solidariedade samaritana do povo de Firminópolis que o “Lar Bom Samaritano” continuará cuidando da vida dos seus idosos e idosas.

Estamos no Tempo da Quaresma... 
e a Páscoa já está acontecendo por aí! 

quarta-feira, 5 de março de 2014

CARNAVAL e QUARESMA: 
nada a ver... ou tudo a ver?
A conclusão é sua.


Estamos encerrando uma etapa importante, que mexe com o Brasil todo: o Carnaval. Estamos começando outra etapa que deve mexer com a vida de todos e com as estruturas da Igreja e da sociedade: a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Podemos nos inspirar  nessas duas grandes Festas: o Carnaval e a Páscoa.

Quaresma, em outros tempos, parecia um período de tristeza, de fechamento e recolhimento de cada um em seu mundo pessoal, procurando apenas a salvação individual. Hoje, graças ao aprofundamento da Palavra de Deus e ao avanço da reflexão da Igreja, Quaresma é um tempo abençoado de preparação para o maior acontecimento do Cristianismo: a Páscoa.
É tempo de abrir-se para Deus e para os outros, renovar a esperança e buscar novo sentido para a vida; é tempo de erguer a cabeça pela força do Senhor Ressuscitado; é tempo de assumir projetos em favor da ressurreição de tantas vidas que estão mortas, de tantos valores que estão no túmulo de muitas organizações sociais ainda injustas; é tempo de revitalizar tantas coisas boas que estão morrendo em algumas famílias, comunidades e, talvez, em nossos corações.

O Carnaval é a concentração-mobilização de milhares de pessoas nos Blocos, nas Escolas de Samba, nas ruas... Milhões de pessoas pelo Brasil afora... povo nas ruas...
A Quaresma, como lemos na Bíblia, é também uma grande concentração que mobiliza: Toquem a trombeta, proclamem um jejum, convoquem uma assembléia, reúnam o povo, organizem a comunidade, chamem os velhos, reúnam os jovens e as crianças; que os casais e sacerdotes participem, ampliando os horizontes do seu mundo pessoal, proclamando que o Senhor nosso Deus tem piedade do seu povo. (cf. Joel 2,12-18).
É por isso que rezamos com fé: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, a oferta da nossa participação. Cremos que, se o teu Reino de Amor acontece, a vida da humanidade se renova.

A preparação para o Carnaval é feita de sacrifícios, o ano inteiro: quanta gente se abstendo de tantas coisas! Quando jejum, quantas horas de vigília! Quantas pessoas doando tudo de si, não como uma “esmola obrigatória”, mas como “sinal de pertença” a um grupo, a uma entidade! Quanta dedicação para que a grande Festa Popular aconteça. Hoje, para muitos e em diversos lugares, no preceito da “abstinência”, a carne é quase um símbolo. A realidade da vida do povo mudou, mas o sentido e o valor da proposta cristã continua atual: privar-se de algo em favor de mais vida para mais gente. Pela solidariedade, pode-se ajudar aqueles que sofrem todo tipo de privações... Este é o desafio da abstinência de carne e do jejum quaresmal: privar-nos de algo para que outros não fiquem privados de vida, saúde, alegria e de tantos outros bens necessários à dignidade humana.
É por isso que rezamos: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, nossa oferta de jejum e solidariedade, nossos sacrifícios e experiências para que, nesta Quaresma, o teu Reino de Amor aconteça e a vida do povo se renove em dignidade e felicidade.


No Carnaval, quando o povo vai para a Avenida, desaparecem os rostos tristes e cansados, o abatimento pelas dificuldades, as marcas do sofrimento e dos sacrifícios do ano todo. Afinal, a Festa é de Alegria!
No Evangelho da abertura da Quaresma, Jesus nos desafia a assumir o sacrifício da conversão, não como os hipócritas que desfiguram o rosto, mas como quem acredita na vida, por isso apresenta seu rosto lavado e sua cabeça perfumada (Mt 6,16-18).
Quaresma é tempo de penitência e conversão, mas não é tempo de tristeza. É tempo de reanimação por causa do Senhor Ressuscitado, por causa dos projetos em favor da vida, por causa de tantas vidas que estão aí, precisando ser “ressuscitadas”. Isso aparece até no Ritual das Cinzas, do qual muita gente participa na chamada “quarta-feira de cinzas”.
Em outros tempos, ao recebermos as cinzas sobre nossa cabeça, ouvíamos as palavras: “Lembra-te, ó homem, que és pó e ao pó voltarás!” Hoje, o símbolo das cinzas continua, mas a proposta é mais radical e abrangente, mais significativa e dinâmica: “Converta-se e creia no Evangelho!” Em tempos idos, as pessoas eram levadas a pensar mais na morte; hoje, são desafiadas a pensar na vida e a fazer ações em favor da vida. Isso é conversão!

Observando a “massa popular” que, no Carnaval, enche as Avenidas, nossos olhos se enchem com a beleza e o colorido das fantasias e alegorias, com o ritmo e a leveza das danças e coreografias: tudo tem história e sentido, harmonia e articulação. Parece até que as pessoas aceitam desaparecer e ficar escondidas numa fantasia, pois importa é que o recado de sua Escola ou grupo seja transmitido.
Nesta Quaresma, preparando a grande festa da Páscoa, pela Palavra de Deus somos convidados a “vestir a armadura de Deus, a colocar o cinto da verdade e a couraça da justiça; a pôr nos pés o zelo da propagação do Evangelho e a ter na mão o escudo da fé; colocar o capacete a salvação e pegar a espada do espírito” (Ef 6,13-17) e transmitir recados de Deus.
É por isso que oramos: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, a oferta de nossa caminhada quaresmal. Assim, vendo-nos revestidos com as vestes da vida e da esperança, todos crerão que o teu Reino de Amor está acontecendo no quotidiano das casas e instituições, e o teu “recado de salvação” chegando a todas as pessoas.

O eixo ao redor do qual gira a vida no Carnaval é o “samba-enredo”: o povo repassa muito de sua história e expressa seus desejos, esperanças e experiências, canta as alegrias e as dores que carrega na alma... Todos aprendem e todos cantam empolgados, tanto na avenida como nas arquibancadas... Na Quaresma, que é também o período da Campanha da Fraternidade, a Igreja Católica propõe cânticos que, de Norte a Sul do Brasil, podem traduzir os clamores do povo e as propostas de Deus. É bom que todos aprendam e todos cantem. Pelos cânticos, é repassado o grande tema, o “enredo” da nossa Igreja, para o ano em curso: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).
Então, nossa oração será forte e nos fortificará: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, a oferta dos ensaios e todas as vezes que os cantos da CF são entoados. Através disso, todos acreditarão que o teu Reino é de Amor e vai acontecendo na história do teu povo..

No Carnaval, a Bateria de cada Escola de Samba tem sua Madrinha, geralmente uma mulher que tem beleza e ginga e é conhecida e querida pelo povo. Preparando nossa Páscoa, contamos com a proteção de nossa Padroeira, nossa querida Madrinha: Maria, Mãe de Jesus: mulher com o belo  gingado da vida, conhecida e amada pelo povo. Com ela, nos sentimos capazes de percorrer o caminho da conversão!
É através de nossa Madrinha Maria que fazemos esta oração: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, a oferta de nossa caminhada, nossa disposição de converter-nos e crer no Evangelho, de abraçar a proposta do Bem, com Maria. Temos certeza de que, se caminharmos com Maria, o teu Reino de Amor acontecerá.

O Carnaval é uma das maiores festas populares. Acontece uma mobilização geral. Mas, ninguém é ingênuo a ponto de ignorar os problemas, os abusos, a destruição de tantas vidas, os estragos no corpo e na alma que acontecem durante o Carnaval.
Neste tempo de preparação para a Páscoa, tomamos consciência dos estragos e falta de vida em tantas famílias e na sociedade toda. Por isso, somos convidamos a vivenciar na fé este tempo de Graça, que é a Quaresma.
Na abertura deste tempo litúrgico, oramos juntos: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, nossos trabalhos e nosso lazer, nosso convívio e nossos compromissos. Sabemos que, se o teu Reino de Amor acontece, a Festa da Ressurreição será um grande e permanente abraço de salvação da humanidade.
Na passagem do Carnaval para a Quaresma, quando os confetes dão lugar às cinzas, as fantasias coloridas e brilhantes são substituídas pela cor quaresmal, assumimos na Fé a construção de um caminho pascal, mantendo viva na alma a “fantasia da caridade” (João Paulo II em NMI 50).

Carnaval e Quaresma: 
nada a ver... ou tudo a ver com a Vida?
Você decide!


Da CARTA APOSTÓLICA  NOVO MILLENNIO INEUNTE (NMI),  de João Paulo II – Ano 2000:
50. [...] É hora duma nova “fantasia da caridade”, que se manifeste não só nem sobretudo na eficácia dos socorros prestados, mas na capacidade de pensar e ser solidário com quem sofre, de tal modo que o gesto de ajuda seja sentido, não como esmola humilhante, mas como partilha fraterna.”