quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Feliz dia 21 gianellino!

Que dia 21 maravilhoso!

Janeiro, um mês bem diferente dos outros: verão no Brasil. Um mês que espalha e junta pessoas! Espalha colegas de trabalho, turmas de alunos, comunidades, pessoas que entram em férias... Junta família, amigos e até desconhecidos em lugares diferentes dos costumeiros, porque estão em férias. Mas, é também um mês igual aos outros para quem continua trabalhando, para quem está doente em casa ou no hospital, para agentes da saúde e cuidadores de idosos, para atendentes dos que nascem e dos que morrem, para os funcionários/as de Mercados, Lojas, Transporte coletivo...
Saudações a quem está em “férias de verão”, curtindo bons momentos de descanso, dando uma pausa no ritmo acelerado do trabalho cotidiano!  Saudações a quem estará em férias em outro período do ano, por estar agora trabalhando, estudando, prestando serviço à comunidade! A todas as pessoas, na situação em que se encontram, votos de bênçãos e muitas alegrias!
A Família Gianellina vive um janeiro especial: 38 Irmãs reunidas em Roma, em nome de todas as que estão espalhadas pelo mundo, participam do 19º Capítulo Geral do Instituto das Irmãs do Horto (FMH): uma grande Assembleia que acontece a cada seis anos e trata da vida e missão Gianellina no mundo. Saudações especiais às Filhas de Maria SS. do Horto que estão “mergulhadas” no trabalho capitular, banhadas num mar de luzes e bênçãos, ao movimento das ondas das diferentes realidades e conduzidas pelos ventos do Espírito, na companhia de iguais, pois são todas “capitulares”...
Pelo teor da minha saudação, podem deduzir em que lugar geográfico me encontro... Há uma canção que diz: “O mar, quando quebra na praia, é bonito, é bonito!”
Mar, areia, brisa, sol... Descontração... Igualdade: todas as pessoas com o mesmo tipo de vestes, fazendo as mesmas atividades... Consciência da própria pequenez diante da grandeza do mar... da própria fragilidade diante da força das ondas... Gratidão aos sentinelas do mar, os “salva-vidas”: cuidadores vigilantes de tantas vidas... Jogam instrumentos (cordas, bóias) ou jogam-se na água para socorrer... Vê-se gente de todos os tipos e idades: idoso amparando-se mutuamente, redobrando cuidados diante da força das águas do mar... crianças divertindo-se, fazendo “castelos e areia”, esperando que alguma onde venha desmanchá-los...
Neste período de “verão brasileiro”, deixando um pouco de lado a ideia de Antônio Gianelli de que, “para o corpo, só há um lugar de descanso, que é o túmulo”,  nos vem à mente um trecho de uma Carta por ele escrita a uma senhora, aos 30 de agosto de 1823, alguns anos antes de fundar o Instituto das FMH: “... Desejo saber se está melhor de fato, se come e dorme bastante, se passeia e está contente... se aproveita e sabe aproveitar o veraneio...”
Bom trabalho a quem está na lida do cotidiano ou no Capítulo Geral!
Boas férias a quem está no seu período de descanso!
Tudo de bom para todos/as!
Abraços gianellinos!
Neiva Moresco, fmh

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

É quase Natal!


 Feliz dia 21 
mariano-natalino!

  O Evangelho proposto pela Liturgia da Igreja Católica, no domingo que antecede a Festa do Natal, põe em evidência a figura de MARIA, a mãe de Jesus: Lc 1,26-38.


Propõe o Natal como trajetória de Família!
Apresenta-nos alguns passos do “caminho da Alegria”!


Dizer “Feliz Natal” é o mesmo que dizer “Alegra-te!
Desejar “Feliz Natal” a alguém é mostrar o que causa Alegria na vida: ser cheia de graça; crer que o Senhor está conosco; acolher o Espírito que nos cobre com sua sombra...

Natal, coisa de Família! Família pequena, sem estruturas legais, residente em localidade pequena, constituída por pessoas do povo, com nomes simples que significam grandes planos divinos – José, Maria, Jesus... pessoas que até se perturbam diante do mistério, têm dúvidas e temores, mas pensam bastante sobre os acontecimentos, perscrutam os sinais para vislumbrar o Sinal.

Natal, tempo de Palavras fortes anunciando a Palavra que se encarnou nos espaços da humanidade!
A primeira palavra nesse trecho do Evangelho é “Alegra-te!”, acompanhada dos motivos da alegria: “cheia de graça, o Senhor está contigo!” Outra palavra: “Não tenhas medo!” e razões para isso: “encontraste graça diante de Deus!” A libertação dos temores capacita-nos para perceber melhor os sinais e acolher o Mistério de Deus; abre-nos aos mistérios da vida no dia a dia. Palavras fortes, com força de missão: “conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus”.

Natal, coisa de família que tem dúvidas, faz questionamentos -“Como se fará isso?...” -  e  ouve uma palavra luminosa: “O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra”. Promessas divinas que se cumprem no caminho:  a “cobertura” de Deus com sua Graça e sua Glória e a garantia de que “para Deus nada é impossível”.
Natal, trajetória de família, que só acontece quando alguém se torna servo/serva, diz seu SIM ao Plano de Deus e dá espaço à Palavra que se faz gente e vem ao mundo.
Natal é coisa de família, mas ultrapassa os limites familiares, espalhando-se como luz, bênção, Boa Nova pelo mundo: Glória a Deus e Paz à humanidade! É trajetória de família que se amplia: além de José, Maria e Jesus, encontramos o anjo Gabriel, Isabel, Zacarias e João.
Natal é tempo de alegrar-se com a Boa Notícia do nascimento do Salvador e perscrutar os sinais do mistério da salvação no cotidiano das famílias e comunidades.
Natal é tempo de deixar-se guiar pelo canto dos Anjos, como os Pastores de Belém... pela estrela, como os Magos do Oriente... ou, quem sabe, pela nuvem, como Moisés, o povo do Êxodo, o profeta Elias... e nós, hoje.


Votos de paz e felicidade neste tempo natalino, com as bênçãos de Jesus, Maria e José... de Isabel, Zacarias e João... dos Anjos, Pastores e Magos... e de tantas pessoas geradoras de vida que caminham conosco!

Que possamos viver este Natal 2014 como tempo de Graça e Glória! E a Graça que se irradia dos tantos presépios nos templos, casas e praças nos acompanhe em cada dia de 2015, para darmos Glória ao Deus que veio ao mundo por meio de Maria e “armou sua tenda entre nós”!
Neiva Moresco,fmh








quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Dança da Apresentação!

Apresentação de MARIA...
Reapresentação das "FILHAS DE MARIA"...

21 de novembro 2014: Festa da Apresentação de Maria no Templo e 186º aniversário de um Sonho de Antônio Gianelli, concretizado uns 50 dias depois: a fundação do Instituto das Filhas de Maria Santíssima do Horto.

Maria se apresentou no Templo e continuou se apresentando nos caminhos do seu Filho Jesus e na vida do seu povo!  Neste ano, o Instituto das Filhas de Maria se apresentou em Papua Nova Guiné, no único Continente onde ainda não havia presença do Carisma Gianellino.
Quatro Irmãs entraram na dança do povo... e o povo as acolheu com suas danças animadas e coloridas.  Assim se expande missão gianellina em novo ritmo, com novas presenças e em novos espaços!

Gianelli, o missionário que se apresentou ao povo
para fazer a apresentação do Evangelho!
As Irmãs do Horto são chamadas a “ir onde outros não podem ir”, mas no caso de Papua Nova Guiné, é um ir onde as próprias Filhas de Maria ainda não haviam chegado... É cumprir o mandato de Jesus de evangelizar até os confins do mundo e o desejo de Santo Antônio Gianelli de que as “Filhas de Maria” atravessem mares e ultrapassem as fronteiras dos Continentes. Sempre no intuito de proximidade com os mais empobrecidos.

Quatro Irmãs do Horto estão em Papua Nova Guiné, mas as bênçãos divinas que acompanham esse gesto missionário estão se espalhando em todo o Instituto e além dele. A atitude de coragem missionária dessa comunidade está mexendo com os brios missionários de todas as Filhas de Maria. E cada uma, na situação em que se encontra e no lugar em que atua, sente-se animada a dar o melhor de si mesma naquilo que faz e nas relações que cultiva.

FMH chegando mais longe... para estar mais perto!
Inspiradas na apresentação de Maria, mãe de Jesus, e caminhando nas trilhas de Gianelli, as quatro missionárias vão se apresentando, com jeito gianellinoà Igreja local e ao povo de Papua Nova Guiné. É uma entrega a Deus expressa na entrega à população mais necessitada. Vai acontecendo a bela "Dança da Apresentação": aos poucos, o povo vai se apresentando às Irmãs... e as Irmãs vão se apresentando ao povo... Pode-se dizer que Deus se apresenta a seus filhos e suas filhas e estes/estas se apresentam a Deus, com louvores, danças, sonhos e projetos de Vida digna e feliz.
Nas ruas e no templo, na escola e nas casas em Papua Nova Guiné, as gianellinas ensaiam os primeiros passos de uma nova "Dança Missionáriado Instituto! Esse acontecimento pode ser um forte convite a todos os membros da Família Gianellina para “entrar na Dança”, buscar boas músicas, criar novos passos, integrar novos pares, aprender e reaprender. Pode ser a "Dança da Saída em missão", de acordo com as propostas do Papa Francisco!
O povo cantando e dançando no dia da
"apresentação das Gianellinas" em Papua Nova Guiné!
Apresenta-se no templo
para imbuir-se de Deus.
Apresenta Jesus ao mundo
para enchê-lo de Evangelho!
Para apresentar-se a Deus, como Maria, e apresentar ao mundo o Evangelho, como Gianelli, é preciso ter no coração um sonho e uma paixão! Para “reapresentar-se” cada dia e em novas circunstâncias, as Filhas de Maria também precisam ter um sonho e uma paixão, além do desejo de revigorar a própria vocação e ressignificar sua presença missionária!

Neste 21 de novembro, vamos celebrar a apresentação de Maria, no Templo, no seu tempo; a apresentação que Ela fez de Jesus e sua Boa Nova ao mundo; a reapresentação das Filhas de Maria e de todos os Amigos e Amigas de Gianelli, membros da Família Gianellina, neste tempo, no espaço missionário que cada um/uma ocupa ou em outros espaços que se abrem hoje à Caridade evangélica Vigilante!
E quem não pode "ir mais longe", pode "chegar mais perto", até das pessoas da própria casa, no local de trabalho, no ir e vir do cotidiano...

“Apresentar-se” uma vez é bom e faz bem! 
“Reapresentar-se” mais vezes, em outros espaços e de um jeito melhor, talvez seja o desafio do momento para fazer a diferença!

O EVANGELHO da ALEGRIA pode ser anunciado com a DANÇA da nossa “re-apresentação” como Família Gianellina!

Aprendendo a Dança da Apresentação de Maria, 
faremos a Apresentação da Dança da Família Gianellina! 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Saída missionária... Missionários em saída...

Um Carisma que vai longe... 
porque põe as pessoas em movimento. 
Não tem idade nem fronteiras, 
porque é um "fogo missionário" 
que provoca deslocamentos... 
e faz "ir onde outros não podem ir"!

Judith Túrmina é uma Filha de Maria SS. do Horto brasileira que, há 50 anos, vive sua vocação-missão na Itália. 
Vive a Caridade evangélica vigilante em obras e serviços a favor de crianças e anciãos, convive com ricos e pobres: uma Gianellina que busca a santidade fazendo o bem! 
Despede-se de uns e abre seu coração a outros, sempre dizendo SIM ao chamado de Deus e atendendo ao clamor dos mais pobres e necessitados.
Um coração verde-amarelo que faz de qualquer lugar a sua pátria e de todas as pessoas seus compatriotas!




"Festa de Gianelli, dia missionário! A Festa sempre traz emoção e alegria. Isso foi vivo na Casa de Repouso Gianellina em Serra S. Quirico, ao Norte da Itália.
Os amigos e amigas do "Centro Social" da localidade alegraram as "crianças da terceira infância" - anciãos e anciãs -  com doces, pizzas e outros agrados. 
E alguns músicos e cantores fizeram os anciãos reviverem os "anos 20", fazendo-os sonhar com as canções e as músicas que são apreciadas até os dias atuais. Momentos fortes e importantes como esses fazem vibrar os corações e brilhar os olhos das pessoas idosas."

A comunidade gianellina 
de Serra S. Quirico agradece!

BENDITO SEJA DEUS QUE NOS ABRE TANTOS "ESPAÇOS MISSIONÁRIOS" 
E DESPERTA EM NOSSOS CORAÇÕES A DISPOSIÇÃO DE 
SER SANTOS E SANTAS FAZENDO O BEM!



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Festa continua...


Notícia no dia seguinte...

No dia 21 de outubro 2014, festa de Santo Antônio Gianelli e Dia da Família Gianellina, na Casa Geral das Filhas de Maria Santíssima do Horto, em Roma,
18 pessoas, de Minturno e Roma, 
fizeram a Promessa de viver a vida laical 
segundo o Evangelho, com a espiritualidade 
proposta por Gianelli.




Eis um trecho da mensagem da Irmã Terezinha Maria Petry (Superiora geral), nessa Celebração:
“Gosto de recordar com vocês as palavras que as nossas Irmãs, precisamente há 63 anos (21/10/1951 – Canonização de Gianelli), escreveram na escultura comemorativa, no primeiro pátio da Casa geral:
“Do centro do teu Instituto, abençoa, ó Pai, as tuas Filhas 
de perto e de longe e todas as suas obras por ti inspiradas, 
para que vivam, cresçam e floresçam para o triunfo de Cristo”.

Certamente a bênção impetrada, no evento da canonização, 21 de outubro de 2014, festa de Santo Antônio Maria Gianelli, no 6º Dia anual da Família Gianellina, adquiriu um significado novo e mais amplo:
 Abençoa, ó Pai, a Família Gianellina, 
para que viva, cresça e floresça para a glória da Trindade!





terça-feira, 21 de outubro de 2014

Festa Gianellina!

21 de outubro, 
memória da canonização 
de Santo Antônio Gianelli, 
FESTA da SANTIDADE 
de um pastor conforme 
o coração de Deus!




Na Igreja, Antônio Gianelli santificou-se fazendo sempre o bem, indo aonde outros não podiam ir, movido pelo zelo apostólico e pela caridade evangélica vigilante!
Falar sobre um santo apenas parece redutivo, já que nossas casas e cidades, ambientes de trabalho e locais de culto estão povoados de santos e santas, pessoas e grupos que vivem a SANTIDADE do/no cotidiano. Ao falar do nosso santo, Antônio Gianelli, queremos festejar a SANTIDADE e dar graças ao Deus que é Santo!
Gianelli, lembrado como “santo de ferro” e “santo de fogo”, “pai dos pobres” e “missionário incansável”, pode ser festejado hoje também como “santo conectado” e “santo das redes sociais”.  
Graças à sua contínua conexão com Deus e com o Evangelho de Jesus, foi capaz de agir bem em favor do seu povo, articulando e apoiando redes de solidariedade e educação, convivência e compaixão.
Como ser humano conectado com a realidade do seu tempo, pensou numa rede social que continuasse viva e com muitos seguidores, curtindo e compartilhando a missão através dos tempos: o Instituto das Filhas de Maria, hoje ampliado numa grande FAMILIA GIANELLINA.
Na seriedade de opções e ações, Gianelli viveu “a Alegria do Evangelho”, fazendo de cada espaço de missão a sua pátria. É um incentivo para assimilarmos a Exortação Apostólica do Papa Francisco Evangelii Gaudium, que trata de assuntos transversais na história da humanidade, vislumbrados pelo nosso Santo.Fazendo o bem, com espírito e práticas de Caridade evangélica vigilante, viveu o amor pátrio. É uma inspiração no momento político que vivemos no Brasil, como espaço de cidadania.


Antônio Gianelli, 
um cidadão do seu tempo, 
um santo missionário 
para todos os tempos, 
sem alarde, uma chama que arde!


Na aurora deste dia 21 de outubro, terminei de rabiscar estas linhas no ônibus, em movimento, pondo-me em comunhão com tantas pessoas que rezam e cantam, meditam e festejam a SANTIDADE, no 63º aniversário da canonização de Santo Antônio Gianelli.
Antes de clarear o dia, vi-me numa “procissão de ônibus”, em companhia de tantas outras pessoas dirigindo-se para o trabalho, estudo e outras atividades, na “romaria do cotidiano”... Imaginando velas acesas nas comunidades gianellinas, nas múltiplas celebrações da festa de hoje, prestei atenção à luz vermelha-amarela-verde dos semáforos da cidade... Pensando nas orações, músicas e cantos de festa que se elevam a Deus hoje, fiquei atenta ao barulho dos motores e à conversa do povo em movimento... Foi um jeito diferente de começar o dia de Gianelli 2014. Gostei e me senti em festa.

A vocês, “Filhas de Maria” e aos outros membros da Família Gianellina,
desejo Boa Festa e abençoado caminho de SANTIDADE,
nas trilhas de Santo Antônio Gianelli!

Neiva Moresco, fmh


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Rede Gianelli em oração e ação!

A Família Gianellina está na Novena em preparação à Festa de Santo Antônio Gianelli, fundador do Instituto das Filhas de Maria Santíssima do Horto, conhecidas também por "Irmãs do Horto" e "Gianellinas".
Estamos numa rede de oração, reflexão e ação!
A Espiritualidade Gianellina se fortalece e aprofunda nos corações, mas se expressa nas casas e na rua, nos ambientes de convívio e na imprensa, nas rodas de amizade e nos espaços de trabalho.



A Caridade Evangélica Vigilante 
é uma ideia adicionada ao cotidiano, 
uma ideia que se irradia!

Na Escola Nossa Senhora do Horto, em Uruguaiana/RS - Brasil, tem gente abraçando a causa da evangelização à moda gianellina, irradiando essa ideia na Imprensa local e em Revista que ultrapassa as fronteiras da cidade...
A Novena de orações e meditação da Palavra de Deus dá frutos de cidadania e profecia... cria um novo olhar diante do mundo, da vida, das pessoas: um olhar que ultrapassa a própria família, a própria escola e alcança outras famílias e outras instituições educativas; um olhar que combina com o Evangelho de Jesus!

Veja um pouco disso nos textos que seguem: 

Um olhar Gianellino...
  
“Fora do impossível, é preciso fazer tudo.”  (Gianelli)

O ano era 1789. A Europa vivia um conturbado cenário econômico e político, além de uma efervescência cultural e social. Tempo de profundas crises, marcadas, sobretudo, pelo abismo que separava as diferentes classes sociais. O contraste entre a miséria, a fome e o desamparo de um lado e a opulência de outro. As populações mais empobrecidas sofriam toda sorte de abandono. Surge, a partir desta realidade, um modelo de pensar, de se posicionar e de agir. E nesse contexto, em 12 de abril nascia no vilarejo de Cerreta, na Itália, Antônio Gianelli. 
No espaçotempo atual, o Santo Padre Francisco, ao publicar a exortação apostólica “Evangelli Gaudium”, dirigindo-se ao episcopado, ao clero, às pessoas consagradas e aos fiéis leigos, anuncia que o grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado.
            Surge, neste sentido, um continuum na proposta de reflexão, mesmo em tempos cronológicos distintos, cujo objetivo é o de responder a esta necessidade e, portanto, ajudar os fiéis católicos gianellinos a conhecer melhor sua fé, para melhor celebrá-la e testemunhá-la.          
            A partir do eixo norteador dos Princípios Fundamentais Gianellinos - “A necessidade de prover surgiu com a caridade evangélica vigilante, fazia um caminho de santidade em companhia de Maria”, questiona-se: No que creio? Quais são os fundamentos da minha fé? Como vivo minha fé? Quanto mais a conhecermos, tanto mais por ela nos encantaremos com o desejo sempre mais profundo de vivê-la. A partir da leitura da Sagrada Escritura, por meio da oração, por meio da participação ativa e consciente na comunidade eclesial como lugar privilegiado não somente da celebração da fé, mas também do seu aprofundamento, maturação e manifestação.
            Assim, como no “chamado” que ocorreu para as Filhas de Maria Santíssima do Horto, em 12 de janeiro de 1829, convidamos a todas as famílias, em nossos trabalhos, em nosso convívio social, para a busca de compreensão sempre mais plena de que somos discípulos-missionários de Jesus Cristo, chamados a testemunhá-lo no que somos e fazemos.
            A partir da intercessão de Santo Antônio Gianelli e de Nossa Senhora do Horto possamos torna-lo um companheiro constante da nossa vida, ajudando-nos a crescer na fé para melhor celebrá-la e testemunhá-la, convidando a assumir o desafio a continuar essa obra no horizonte em direção ao BEM.
         E, como Gianellino, percebo a nitidez da Caridade Evangélica Vigilante no dia-a-dia, não como utopia conceitual, mas que realmente a práxis acontece. O Espírito de Família é diário, na acolhida, no afago, no trato em que todos, independentemente da pessoa, é nítido no olhar.
Como é bom estar num ambiente que possamos chamar de “casa”, e contar com todos como se fossem familiares consanguíneos. Mas realmente, o que nos une como uma Familia Gianellina é também o Espirito de Partilha que, nos dias de hoje, é um bem precioso e caro.
Enfim, reafirmo a satisfação de pertencer a esta obra e acreditar que, a partir desta, podemos contribuir, sem medo, a enfrentar os desafios do século XXI.
Saudações Gianellinas,

Prof. Hermann Taborda Larruscaim
Diretor da Escola Nossa Senhora do Horto – Uruguaiana RS
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Um olhar que combina Escola e Família nos desafios de educar

                                  “_ De novo guri, estou recebendo um bilhete, me chamando na escola! O que tu aprontaste agora? Não tenho tempo para ouvir queixas...”

A obra “História Social da Infância e da Família” de Philippe Ariés discute o reconhecimento da infância registrado no séc. XVI, em diferentes formas artísticas, entre elas, no trabalho dos grandes pintores da época, servindo de reflexão ao autor para construir o conceito de infância. Este estudo é marco epistemológico sobre a infância e a sua posição no âmbito famíliar e social. Hoje, mais do que nunca, sabemos que educar a criança e a adolescência é investimento de cidadania, fundamental a qualquer país que queira avançar em educação.
Se queremos educar para um mundo mais justo e pacífico, temos que construir uma escola de melhor qualidade, visto que ela é a instituição que está encarregada de construir, junto com a família, a formação integral do aluno. Logo, a lógica educativa deve ser: E(escola)+ F( família) = Criança educada. A  expressão é um desafio. Sem dúvida, é inquestionável a assertiva, pois a criança necessita ser amparada e protegida pelos seus mediadores humanos, sociais e culturais, dentro de seu contexto  ambiental.
Estamos vivendo o mundo da globalização, dentro de espaços avançados em comunicação, ciência e tecnologia; entretanto, isto não garante a desejada e adequada formação da infância. Portanto, é preciso deixar de lado o estigma de que a família só precisa estar na escola quando “o guri sai da linha” e a escola só precisa da autoridade familiar quando quer ajudar a recompor os desajustes dos educandos.
“A voz de experiência da escola, bem ouvida pode ser bastante útil num momento em que a família está totalmente perdida sobre a maneira como deve proceder com o filho”, segundo Içami Tiba, e deve ser considerada, pois ambas devem falar a mesma linguagem e apresentar valores semelhantes.
Adequada e necessária constitui-se a parceria educativa Escola e Família. Nossos alunos precisam de exemplos vivos e autênticos de pai, mãe, professores, e ambientes que proporcionem  papéis de integridade, atenção, respeito, solidariedade, cooperação, ou seja, de   integração entre essas instituições. Eles precisam se espelhar nas ações, nos exemplos, nos valores testemunhados, para que percebam que todos compreendem essa comunidade viva do cuidado, que constitui uma verdadeira simbiose, na busca dos mesmos objetivos.
Assim, pensando numa parceria que tem dado certo, quero partilhar algumas experiências, que se evidenciaram no mês de outubro, na minha escola do Horto – Uruguaiana (RS), e que representou atividades singelas da presença da Família na Escola. O primeiro, por ocasião da Semana da Criança, quando pais do CPM distribuíram lanche a todas as crianças do turno da tarde, de forma gentil e pacienciosa. Também chamou a atenção a linda apresentação artística preparada com esmero pelos Pais da Educação Infantil para seus filhos. Uma experiência interessante foi assistir a este momento em que presenciamos a vibração dos pequeninos ao verem seus pais “heróis” no palco, brincando-dançando, surpreendendo-os carinhosamente.  Outro aspecto relevante foi a homenagem que o CPM prestou aos educadores da Escola, pelo Dia do professor, ao oferecer-lhes uma mesa de café e iguarias nos dois turnos, momentos que congregaram a equipe gestora, os funcionários administrativos, docentes e família. Tais eventos, ainda que simples, representam um significativo exemplo de entrosamento da Família, e  refere-se ao projeto que a Escola desenvolve com a participação dos Pais e comunidade escolar - “Irradie o BEM: adicione esta ideia”.
Precisamos mudar no Brasil essa relação, conferindo-lhe caracteres de parceria, para o desenvolvimento de práticas permanentes, não só nas efemérides comemorativas, mas no desenrolar do ano letivo.
É preciso compreender que a escola sozinha não educa. Somente educará através de projeto que comprometer a totalidade da estrutura social, que se evidencia pelo que  testemunhamos  em termos de valor ao estudo, à leitura, aos procedimentos éticos, ecológicos e estéticos, os quais serviram e servem a crianças e jovens. Muitas vezes, os governos e escolas distribuem, por exemplo, “tablets”, para qualificar o desenvolvimento do aluno. É uma boa instrumentalização, mas, por outro lado, ignoram as necessárias atitudes de afeto, disciplina, cuidado, no atendimento às diferenças e singularidades. Esquece-se o mundo adulto que nossos alunos são pessoas, com estruturas psíquicas, cognitivas e afetivas em formação e que, realmente, precisam de sinalizadores de ações mais pacíficas, mais integradoras, prospectivas, daqueles que os envolvem e educam.
         A escola necessita, sim, da Família, e esta também necessita da Escola. É parceria na construção do cidadão que queremos formar. Por isso, a Escola do Horto tem investido na presença viva dos Pais, como  um BEM e expressão do amor à VIDA,  a serem inculcados no ser humano que pretendemos formar.

Maria da Graça Queiroz Bermudez

Supervisão Pedagógica da
Escola Nossa Senhora do Horto – Rede Gianellina
 Uruguaiana/RS - Brasil     
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A Caridade Evangélica Vigilante
é muito mais que uma ideia: 
é um fogo missionário que se acende 
na minimidade do cotidiano e se espalha 
no mundo pela itinerância gianellina!